sexta-feira, 3 de maio de 2013

LIBERDADE DE IMPRENSA?

Hoje, dia 03 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, já que neste mesmo dia em 1991, era assinada na Namíbia a Declaração de Windhoek, redigida por jornalistas africanos. Tal assinatura promoveu uma “imprensa livre e pluralista”.

Um minuto. Alguém pode, por favor, nos explicar o significado de livre?

Segundo o dicionário, livre significa "aquele que tem liberdade, que dispõe de si, independente, solto". Mas infelizmente, ainda não é o que encontramos pelo mundo real. Jornalistas subordinados, meios de comunicação entregues ao poder político, jornais impressos tendo de abandonar uma matéria de capa, pois, segundo as autoridades, a população não estaria preparada para receber tal notícia. Mas é claro, existem os jornalistas revolucionários, que trabalham a fim de retratar a realidade, que enfrentam o poder público e mostram fatos, mortes, rostos e atitudes. Estão mortos. 

Para comemorar o “Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”, o Estadão publicou uma pesquisa que aponta o Brasil como o terceiro país com o maior número de mortes de profissionais de imprensa, no exercício da função. Isso só nos mostra que, infelizmente, de um jeito ou de outro, a lei do silêncio ainda impera. Nada como nos períodos Colonial, Imperial ou Ditatorial, já que, atualmente, não existem veículos sendo fechados por se posicionarem contrários ao sistema governamental vigente, nem jornalistas arrancados da redação por um policial que berra: “PERDEU ‘MERMÃO’, ESCREVEU UMAS TRETA AÍ E VAI PAGAR COM SANGUE!”

O que existem são meios de comunicação que se submetem à elite política ou econômica para que possam sobreviver no mercado, competir com a “grande mídia”, pois produzir informação exige recursos financeiros (se é que você me entende!).
Uma “censura” muito mais velada que acontece “por baixo dos caracóis de seus cabelos”, quer dizer, por baixo dos panos, sem que a maioria da população se dê conta de que está recebendo uma informação que passou por todo um processo de manipulação e, as vezes, até mesmo de distorção. Progredimos muito, mas ainda não podemos comemorar totalmente o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa; será que algum dia alguém poderá, nesse mundo do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”?





















































Texto: Fernanda Bertonha e Mônica Seolim

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