Mostrando postagens com marcador HOME. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de maio de 2013

TROLLS

 


Primeiro episódio: O COMEÇO DE TUDO
Segundo episódio: ROCK, BATERIA E PRIMEIRA BANDA
Terceiro episódio: COVA RASA E INFLUÊNCIA DO SEPULTURA

Lenon, baixista, era um ano mais velho do que eu, extremamente inteligente - inteligência que definiria todo o seu futuro, e o meu também; mais pra frente vocês vão entender - havia estudado comigo no início do ginásio. Ele estudava música fazia uns três anos. Na escola de música, conheceu o Marcelo, um guitarrista muito virtuoso e conhecido no bairro. Os dois juntavam forças e queriam construir algo grandioso, com visão. Foi o Lenon que me convidou para fazer um teste com eles. Desconfio que não foi pela minha habilidade com a bateria, mas porque eu tinha uma - comparado aos dois, minha habilidade era pouca.

Nessa época, eu com 18 anos, achava que seria realmente um músico profissional. Além de nós três, eu, Lenon e Marcelo, juntaram-se o vocalista Robson e o tecladista Daniel, que era apenas um guri de 12 anos. A banda tinha se desenvolvido assim: primeiro tocávamos covers do Black Sabbath em algumas baladas que existiam na época como o "Arcadas do Rock"; depois, investimos na construção de um local próprio de ensaios - um local de verdade mesmo, um estúdio na serralheria do pai do Lenon - e canções autorais. A banda foi batizada de "Trolls".

Se hoje o nome "Trolls" tem uma conotação pejorativa em tempos de internet, naquela época o significado era outro. O nome veio de um livro de mitologia nórdica, que não sei como surgiu um dia na sala de ensaios. Trolls eram seres pequenos, conforme descrevia o livro, com narizes enormes que eram usados para misturar coisas dentro de um caldeirão. Adotamos o nome porque era curto e a descrição das criaturas nos apeteceu.

Os ensaios viviam cheios de amigos e conhecidos. Os shows também. A banda gozava de certo prestígio e visibilidade no bairro e na região. Senti o gostinho de ser conhecido e gostei. Queria ainda mais daquilo, e ser conhecido na cidade, depois no estado, Brasil e quem sabe no mundo era questão de tempo, bastava fazer as coisas certas.

[Veja as fotos da banda:







CONTINUA... 

> Jader recomenda: Evile - Head of the Demon

quinta-feira, 9 de maio de 2013

LISTA DE PRESENTES DIFERENTES PARA DAR NO DIA DAS MÃES

Cansado de dar todos os anos a mesma caneca de "Melhor Mãe do Mundo"? Não se preocupe! Vasculhamos a rede e fizemos uma lista de presentes divertidos para te ajudar na escolha do mimo para a data!


>> Pantufa
Já percebeu que mães sentem muito frio nos pés? Mas isso não será mais problema!



>> Cases de celular 
Proporcione um motivo para ela não morrer de tédio enquanto espera uma consulta, dê um presente que ela possa se divertir!















>> Máscara para dormir 
Suas mãe tem olhos de gata? Agora ela terá!



>> Capacho 

A mensagem não é exatamente original, mas posso garantir que ela vai esperar receber uma coisa dessas! (Sem contar que ela vai abrir um sorriso toda vez que chegar em casa e isso vale muito a pena!)

















>> Necessaire
Não nos responsabilizamos se sua mãe começar a ter estranhos desejos por doces depois deste presente!


>> Puff 
Este puff vai fazer a cabeça das mães geeks!


>> Avental
Lavar, passar, limpar a casa inteira e ainda trabalhar fora... Se você também acha que sua mãe tem algum super poder, nada mais justo que esta opção!


Texto: Lisy Muncinelli

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CAVA RASA E A INFLUÊNCIA DO SEPULTURA









O COMEÇO DE TUDO

ROCK, BATERIA E PRIMEIRA BANDA

Quando conheci a música do sepultura, fiquei totalmente alucinado. Não só pela música que eles criavam, mas por serem parecidos comigo e com meus amigos. Explico: eram brasileiros, começaram com instrumentos precários e, na raça, aprenderam tudo sozinhos. Eram maloqueiros, como eu, no melhor sentido do termo. Haviam se tornado uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo, gigantes mesmo. Coloquei na minha cabeça e na cabeça dos meus amigos Joacir e Maurício que tocavam comigo nessa época: nós seríamos um novo sepultura. Nós tentávamos, pois ainda éramos iniciantes. No pátio do Colégio Estadual Avelino Antônio Vieira, em Curitiba, nascia o "Cava Rasa" - obrigado, Joacir, pela cortesia e originalidade.

O "Cava Rasa" era mais estruturado. Convidamos um vocalista chamado Israel, com a promessa de ensaios semanais e local próprio para ensaios. Bom, a tal "estrutura" era a sala da casa da minha mãe. Nos desenvolvíamos a cada semana e conseguíamos tocar músicas do AC/DC e do Black Sabbath.

Em paralelo à banda, eu seguia praticando e vislumbrando um futuro como músico. Era algo que, mesmo longe de ser alcançado, era um desejo e uma possibilidade. Por que não? Por isso, não pensei duas vezes quando abandonei o "Cova Rasa". Abandonei mesmo, -  nem falei com os caras! - para me juntar com dois excelentes músicos do bairro onde eu morava.


CONTINUA...

Jader recomenda: Sepultura - Arise 



sexta-feira, 3 de maio de 2013

LIBERDADE DE IMPRENSA?

Hoje, dia 03 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, já que neste mesmo dia em 1991, era assinada na Namíbia a Declaração de Windhoek, redigida por jornalistas africanos. Tal assinatura promoveu uma “imprensa livre e pluralista”.

Um minuto. Alguém pode, por favor, nos explicar o significado de livre?

Segundo o dicionário, livre significa "aquele que tem liberdade, que dispõe de si, independente, solto". Mas infelizmente, ainda não é o que encontramos pelo mundo real. Jornalistas subordinados, meios de comunicação entregues ao poder político, jornais impressos tendo de abandonar uma matéria de capa, pois, segundo as autoridades, a população não estaria preparada para receber tal notícia. Mas é claro, existem os jornalistas revolucionários, que trabalham a fim de retratar a realidade, que enfrentam o poder público e mostram fatos, mortes, rostos e atitudes. Estão mortos. 

Para comemorar o “Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”, o Estadão publicou uma pesquisa que aponta o Brasil como o terceiro país com o maior número de mortes de profissionais de imprensa, no exercício da função. Isso só nos mostra que, infelizmente, de um jeito ou de outro, a lei do silêncio ainda impera. Nada como nos períodos Colonial, Imperial ou Ditatorial, já que, atualmente, não existem veículos sendo fechados por se posicionarem contrários ao sistema governamental vigente, nem jornalistas arrancados da redação por um policial que berra: “PERDEU ‘MERMÃO’, ESCREVEU UMAS TRETA AÍ E VAI PAGAR COM SANGUE!”

O que existem são meios de comunicação que se submetem à elite política ou econômica para que possam sobreviver no mercado, competir com a “grande mídia”, pois produzir informação exige recursos financeiros (se é que você me entende!).
Uma “censura” muito mais velada que acontece “por baixo dos caracóis de seus cabelos”, quer dizer, por baixo dos panos, sem que a maioria da população se dê conta de que está recebendo uma informação que passou por todo um processo de manipulação e, as vezes, até mesmo de distorção. Progredimos muito, mas ainda não podemos comemorar totalmente o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa; será que algum dia alguém poderá, nesse mundo do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”?





















































Texto: Fernanda Bertonha e Mônica Seolim

quinta-feira, 2 de maio de 2013

AS 10 MELHORES COISAS DO MUNDO

> Acordar cedo, lembrar que é domingo e voltar a dormir



> Receber um pacote pelos correios e rasgar a embalagem para descobrir o conteúdo



> Receber uma mensagem de texto da pessoa amada



> Tomar banho de chuva e sentir cada pingo batendo na pele



> Nostalgia - fotos antigas, músicas antigas, desenhos antigos, filmes antigos, manias, lembranças...



> Colocar a mão dentro de um saco de cereais



> Ouvir a sua música preferida em volume alto. De preferência, acompanhando o artista com imitações e dancinhas.



> Começar o dia com um café e um sorriso



> Passar vários minutos estourando plástico-bolha



> O primeiro dia de calor depois de um longo inverno e o primeiro dia de frio depois de um longo verão











E para você? Quais são as melhores coisas do mundo? 

Lista por: Lisy Muncinelli

quarta-feira, 1 de maio de 2013

HOMEM DE FERRO 3 - CRÍTICA

Talvez o filme de super herói mais esperado do ano (ao lado de Superman: Man of Steel), Homem de Ferro 3 ficou abaixo do esperado. Mesmo assim, é sempre bom ver Tony Stark e o Coronel Rhodes sentando o braço em alguns vilões.



Atores

Robert Downey Jr. (Tony Stark) é um excelente ator e não existem duvidas de que ele seja o Tony Stark que Stan Lee pensou quando criou o personagem. Fora das telas, em eventos e cerimônias, o ator adquiriu a personalidade de Stark. Mesmo assim, sua apresentação nesse filme está apenas média. Gwyneth Paltrow assumiu muito bem o papel de Pepper, desde o primeiro filme. O problema, em Homem de Ferro 3, foi o roteiro. O papel que Pepper tem é muito maior que a personagem em si, o que prejudicou a atriz.



Dos atores de primeiro escalão, Guy Pearce foi o melhor. Vilão manipulador, Aldrich Killian se torna um personagem muito interessante, mesmo que o roteiro tenha falhado em fazê-lo.









Roteiro

Começar o filme contando um evento do passado é uma prova de que a trilogia do Homem de Ferro não foi bem planejada como a de Batman. Por exemplo, no primeiro filme a Liga das Sombras é apresentada e, no ultimo, é trazida novamente com Bane. Mesmo assim, o roteiro peca por si só, não apenas no planejamento. A ideia de mudar o nome de “War Machine” do Coronel Rhodes para “Iron Patriot” no meio do filme, sem que isso mude alguma coisa no contexto também atrapalha um pouco o entendimento. Mas esse é só o primeiro - e menor - erro entre os personagens.

Mandarin, nos quadrinhos, ganha seu poder após adquirir 10 anéis adaptados de uma tecnologia alienígena, proveniente de uma nave. Logo de inicio, o filme dá a entender que se passa após a união dos Vingadores, na qual podemos afirmar que houve espaço para que Mandarin conseguisse seus poderes (os 10 anéis). Mesmo assim, o roteiro não explorou essa incrível deixa e, além de tudo, ainda estraga esse personagem incrível. Fazer dele um simples subordinado é uma incrível falta de respeito com o personagem.



O que vale a pena

Do ponto de vista de cinema, o filme realmente não é bom. Filmes de heróis devem ser antes de tudo fiéis aos fãs dos quadrinhos, e o que se fez com Mandarin não deve ser perdoado tão cedo. Mesmo assim, pra quem gosta do Homem de Ferro, o filme vale a pena. As cenas de pancadaria no fim são realmente legais, os efeitos são bons. O 3D, por incrível que pareça, vale a pena. Tony Stark aparece muito mais que o próprio Homem de Ferro e isso foi outro ponto forte. A personalidade da personagem é o que faz do filme - e do herói - uma grande produção. Não é tão bom quanto os dois primeiros, mas com certeza é melhor que muito filme de herói por aí.

Curiosidade

Stan Lee, criador de Homem de Ferro, costuma fazer uma pequena ponta em todos os filmes de seus heróis. Em Homem de Ferro 3 não foi diferente. Ele aparece como jurado em um concurso de beleza.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Homem de Ferro 3
Nome original: Iron Man 3 
Direção: Shane Black
Roteiro: Drew Pearce e Shane Black
Elenco: Robert Downey Jr, Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Guy Pearce, Ben Kingsley 
Classificação: 12 anos

COMPRAR? PRECISA MESMO?



É difícil ter uma biblioteca em casa em um país onde o livro custa tão caro. Que o preço dos livros não é baixo, não discuto, apesar do comercio via internet baratear o cartel das livrarias. Eu pessoalmente adoro comprar livros, mas como ainda não sou rico, não posso ter todos os que eu quero. Mas eis que surge a luz no fim do túnel! Decidi compartilhar alguns dos métodos que eu uso pra ler, ler e ler sem ter que necessariamente comprar.

Método 1: Sabe aquele amigo que, assim como você, compra livros? Sim, pode pedir emprestado!  E seja educado devolvendo os livros, isso te garante a amizade e novos empréstimos. Lembre-se que a recíproca é verdadeira.

Método 2: Bibliotecas públicas existem por um motivo! Por mais que a tia chata cobre multa por atraso, é uma opção.

Método 3: Cancele o iPhone 5 ou o PS3, livros podem ser ótimas opções de presente. Faça o pedido para sua tia que adora te dar meias ou camisetas (que você acaba nunca usando).

Método 4: Roube!

Brincadeira. Não roube! O Ápice da Curva não apoia crimes, mesmo que sejam motivados por cultura.

Método 5: Escambo funcionava na Idade Média e, acredite, funciona muito bem nos tempos modernos. Troque aqueles livros que você sabe que nunca vai ler novamente por outros de seu interesse.

Método 6: Eu não faço, mas conheço quem faça. Estou falando de baixar cópias da internet e ler no computador, no tablet ou no celular. Pirataria? Você faz isso com filmes e músicas, então nada de vir com essa desculpa.

Método 7: Feiras de livro e sebos podem ser muito melhor do que aquela liquidação de shopping. Lá você pode encontrar tudo por um preço bem acessível.

Método 8: E, por último, você já ouviu falar de Excel? Pois bem, este programa da Microsoft, lhe permite fazer ótimas planilhas para controlar o orçamento e separar uma graninha para aqueles livros que não se encaixam nos métodos acima.

Espero ter ajudado com estas dicas. E também se você, leitor, souber de algum outro método, compartilha com a galera!


Texto: Pedro Almeida

terça-feira, 23 de abril de 2013

MORTE SÚBITA - J.K. ROWLING



J.K Rowling ficou famosa pela aclamada série de livros do bruxinho Harry Potter. Os sete livros que compõe a série já foram traduzidos para 73 línguas e ultrapassaram a marca de 450 milhões de cópias vendidas. Agora, a escritora volta a ser assunto com The Casual Vacancy (ou Morte Súbita, na versão em português). Dessa vez, ela deixa de lado a magia de hogwarts e escreve para um publico mais adulto.


A história é ambientada no povoado de Pagford, e tem como tema principal a morte súbita de Barry Fairbrother, que morre ainda na segunda página do livro e mesmo assim é o protagonista das outras 491 páginas. Cada personagem possui uma personalidade fortemente explorada no melhor estilo Rowling. Ela faz com que imaginemos não somente a forma física dos seus personagens, mas também as suas personalidades. É como se soubéssemos o que eles estão sentindo. Nessa história, podemos definir cada pessoa como sendo ao mesmo tempo um herói e um vilão.

Pagford pode ser comparada com a nossa cidade, com a nossa rua, ou até mesmo com nós mesmos. Afinal... quem não tem um segredo? Em Morte Súbita, todos os personagens tem seus mistérios e o clímax da história começa quando eles começam a ser revelados. O interessante está na forma como Rowling sabe encaixar os fatos: é como que se estivesse tudo ao acaso e, ao virar a página, tudo começa a se unir.

Se você achava que Voldemort, o vilão da série Harry Potter, era malvado, você não conhece a verdade sobre as pessoas, Morte Súbita nos deixa uma mensagem no ar e nos faz pensar “o que as pessoas são capazes de fazer para defender seus interesses?  Até que ponto o ser humano consegue suportar as mais controversas situações?”. Imperdível!


E você? Por que ainda não começou a ler Morte Súbita?

Ficha Técnica
Nome do livro: Morte Súbita
Titulo Original: The Casual Vacancy
Autor: J.K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 501


Texto: Pedro Almeida

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ENTRE TOMATES E VANS

Um assunto que bombou nas redes sociais nesses últimos dias foi, com certeza, o preço do tomate! Fatores como a redução de plantação e o excesso de chuvas explicam o aumento da hortaliça em mais de 100%. O quilo do fruto tem sido vendido por um valor em torno de R$10,00 em todo o país, sendo até mais caro em alguns lugares.

Tão impressionante quanto o aumento foi a rapidez da reação dos internautas. Em questão de minutos após o assunto ter caído na mídia, redes como o Facebook já estavam repletas de piadas como: “Estou rica, nadando no tomate”, “Barra de ouro é coisa do passado, agora o Silvio Santos vai pagar com tomate”, uma montagem em que a presidente Dilma aparece dizendo: “Quero ver o povo jogar tomate nos políticos agora!”, logo abaixo de uma foto que mostra o fruto sendo vendido por R$9,59 o quilo.



O reajuste também motivou sacadas publicitárias! O Burger King lançou uma campanha que diz: “Fica tranquilo! Aqui tem tomate pra todo mundo”, com uma foto de saborosos sanduíches, recheados com rodelas do “ouro vermelho”. Profissionais excelentes aproveitando as oportunidades!

Outro assunto que deixou a população brasileira chocada foi o estupro ocorrido naquelas típicas vans de transporte no Rio de Janeiro. Quem já visitou a capital maravilhosa sabe que muitas vezes a saída para evitar o transporte público (que não é dos piores, já que tem ar-condicionado!) são as vans. Pegar ônibus no Rio de Janeiro é complicado, já que lá estes são localizados por número e muitas vezes o indivíduo se vê obrigado a pegar vários destes para chegar ao local que deseja.

Logo, a solução são as vans por serem práticas, passarem a todo instante e por um preço mais em conta do que comprar tomate. Foi dessa forma que um casal de turistas, um francês e uma americana provavelmente pensaram ao entrar numa dessas vans na orla de Copacabana aproximadamente meia-noite e meia. O motorista logo parou num ponto onde deixou os outros passageiros, restando no automóvel somente o casal e mais outros três homens. Os quatro homens estupraram a moça americana de 21 anos, quatro vezes. Entre o revezamento, eles riam e debochavam do francês, que foi espancado pelos marginais.


Isso tudo reforça a ideia de que vivemos em uma sociedade de revolucionários preguiçosos! Isso mesmo, pois o acesso à internet facilitou a disseminação de opiniões e protestos, mas que não parecem surtir grandes efeitos. As pessoas reclamam de política, religião, violência, reajuste de preços até chegar a hora de desligar o computador! São raríssimos os casos de gente que sai para as ruas buscando defender os próprios direitos. E uma péssima notícia: pelo andar da carruagem (essa é do fundo do baú!), a situação tende a permanecer ou até mesmo piorar, levando em conta que o desenvolvimento dessa era de informação e informatização traz cada vez mais comodismo e individualismo.

O preço do tomate que é um alimento saudável aumentou e todos estão com seu pique de revolução a flor da pele (ou seria a flor do monitor?), mas há menos de um mês atrás, estes mesmos cidadãos passaram mais de uma hora na fila do caixa do supermercado para comprar ovos de páscoa de 180g, por R$25,00, o equivalente a uma barra de chocolate que custa R$4.

Quanto à segurança e ao estupro no Rio de Janeiro. Brasileiro quando encontra com estrangeiro, tem que falar da Cidade Maravilhosa, afinal, no exterior o nosso país é conhecido somente pela Capital do Cristo Redentor. E nem isso sabemos fazer, afinal, nem nós mesmos conhecemos o Rio. E quando o visitamos, vamos direto conhecer os pontos turísticos, andar de bondinho e nadar na maravilhosa água verdinha, mas de nada procuramos saber das favelas, do tráfico e da maldade lá presente. Por fim, acontece um fato como esse e a população se indigna, hesita como tal fato pôde lá acontecer e ainda mais: pede desculpa e tem vergonha pelos “gringos”. Será que vocês realmente conhecem o Brasil de vocês? Ou só reconhecem aquilo que lhes convém?

Texto: Fernanda Bertonha e Mônica Seolim


quarta-feira, 10 de abril de 2013

INVASÃO À CASA BRANCA - CRÍTICA

O filme Invasão à Casa Branca, que está nos cinemas atualmente, trás como ponto alto a destruição do prédio histórico governamental. O tema trabalhado é interessante, porém, deixa alguns aspectos invisíveis.



O personagem principal, Mike Banning, é vivido por Gerard Butler. O ator deu início a sua carreira com o filme “Drácula” (2000) e chegou  a fazer filmes de romance como o famoso “P.S Eu te amo”. Agora, ele mostra todo seu potencial para viver o protagonista, um ex-chefe do serviço secreto dos EUA que teve seu emprego perdido e seu psicológico afetado após deixar que a mulher do presidente dos Estados Unidos morresse em um acidente de carro na noite de Natal.



Passados 18 meses da demissão, já em uma vida comum e trabalhando em um escritório próximo a Casa Branca (o que começa a demonstrar falhas de roteiro em fazer uma história mais realista), Mike Banning se depara com o que viria a ser o princípio de uma invasão norte-coreana em território americano. Ele, então, se desloca para lá a fim de ajudar os militares de seu país. Incrivelmente, ele foi o único sobrevivente e ainda conseguiu se infiltrar no prédio a tempo. Após a invasão, o presidente (Aaron Eckhart) e os demais funcionários de grande função são transformados em reféns.

A mídia curiosamente sabia tudo o que estava acontecendo dentro da Casa Branca, apesar dos personagens em momento algum terem contato com alguém de fora. Foram necessários somente 13 minutos e a Casa Branca estava destruída. Isso  aponta a incompetência do serviço militar dos Estados Unidos, enquanto somente um agente (na verdade, ex-agente) fica responsável pela segurança do país e do presidente.



Atente para o fato de que todas as senhas que ele tentou ativar são idênticas as que usou a um ano e meio atrás, quando ainda era agente, nenhum foi alterada. Será essa a segurança imposta no prédio mais vigiado dos EUA?

Diferente das críticas que li quando o filme estava somente nas bilheterias dos EUA, não o vi com caráter patriota. Porém, as cenas que mostram a bandeira americana e discursos de fidelidade à pátria deixam minha conclusão confusa. Considerei também o fato do filme retratar uma invasão dos terroristas da Coréia do Norte, bem agora, que atualmente há uma grande tensão política e nuclear entre os EUA e a Coréia. Seria esta uma hashtag #ficadica aos norte-coreanos?


Conclusão da apiceira: Se assim como eu, você tem fascínio por tudo que envolva ações governamentais e conflitos nos EUA, vale a pena assistir. O longa-metragem também não deixa faltar cenas de ação. O que de certa maneira já era esperado quando o diretor é Antoine Fuqua, de Dia de Treinamento e Lágrimas do Sol.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Invasão à Casa Branca
Nome original: Olympus Has Fallen 
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Creighton Rothenberger e Katrin Benedikt
Elenco: Gerard Butler, Aaron Eckhart, Rick Yune, Morgan Freeman
Classificação: 16 anos



Texto: Fernanda Bertonha


terça-feira, 9 de abril de 2013

NA TELA DA TV

Gugu de volta a baixaria

Gugu Liberato fez, durante dois domingos seguidos, o investimento milionário da Record em seu programa valer a pena. O apresentador que apanhava em audiência de Eliana (SBT), venceu com folga o Domingão do Faustão (Globo). O motivo da vitória? A exploração do drama do anão Marquinhos do Balanço Geral.

Gugu deu casa mobiliada e festa de casamento. Claro tudo televisionado, cada lágrima de Marquinhos devidamente filmada. Gugu bateu recordes, mas a que custo?

O apresentador é um dos melhores da TV brasileira, a Record investe pesado em seu programa porque sabe do seu potencial, então o que falta para que o apresentador se separe definitivamente da baixaria? Fausto Silva, Ratinho, João Kleber, entre outros, também se viram em primeiro lugar de audiência graças ao assistencialismo e exploração do drama alheio, mas conseguiram se reinventar. Por que Gugu também não consegue? Talvez porque nunca tenha tentado.

Falando em Gugu...

Quando foi contratado pela Record, Gugu e a nova emissora acertaram que o apresentador comandaria também um programa com características de "Late Show". O programa de entrevistas de Gugu não saiu ainda. Em compensação a Band e a RedeTV! comemoram os resultados positivos do Agora é Tarde e do Luciana By Night. A própria Record deu a Roberto Justus um programa de entrevistas. Por que será que o programa de Gugu ainda não saiu do papel?

Conga La Conga

Glória Perez tem acertado nas mudanças de Salve Jorge e em breve o público terá uma surpresa com a personagem de Thamy Gretchen. Com novo visual, a policial bancará a dançarina de boate para investigar a rede de tráfico de mulheres, e a primeira aparição será ao som do “Conga la Conga”, hit pelo qual a mãe dela fez sucesso. Uma cena que tem tudo para ser uma das melhores da trama.



A piada saiu pela culatra
Um dos assuntos que repercutiu durante a semana passada, foi a união homo afetiva da cantora Daniela Mercury. O humorista Rafinha Bastos, que não deixa escapar uma oportunidade de fazer graça, se deu mal no Twitter ao fazer uma piada sobre a notícia. Rafinha tuitou:

"Daniela Mercury e Fred Mercury tinham algo em comum. Ae, funcionários do hotel Mercure... Estamos de olho!"

Ok, uma piadinha chata de tão óbvia. A reação da empresa foi rápida e eficiente:

"Aqui respeitamos a diversidade" .

Mesmo depois dessa, Rafinha buscou forças para contra atacar e em sua página do Facebook disse:

“Hotéis Mercure, parabéns pelo respeito a diversidade! Sensacional. Agora saia do twitter e venha resolver estes problemas apontados pelos hóspedes em  http://www.reclameaqui.com.br/
Abraço”.

O post seguia com uma lista de reclamações de hospedes da rede de hotel. Guerra ganha pelo Rafinha? Que nada, a Rede de Hotel Mercure da o golpe final em Rafinha ao convidá-lo para se hospedar em um dos seus hotéis e dar ele mesmo a sua opinião.

Ficou chato pro Rafinha.














Texto: Ever Lima


segunda-feira, 8 de abril de 2013

A HOSPEDEIRA - CRÍTICA

Eu vou explicar a razão de só ter ido assistir este filme agora, uma semana depois da estreia. Ele foi baseado em um livro escrito pela Stephenie Meyer, a mesma escritora da saga Crepúsculo. É isso que fez dele ser um filme tão esperado, afinal, como ela se sairia depois de terminar uma história tão famosa? Como não gostei de Crepúsculo, fiquei com certo receio de assistir e perceber que tinha perdido duas horas da minha vida.

Fiquei muito feliz de ter errado o meu pré-julgamento! Sem dúvidas, foi um dos melhores que assisti este ano. Todos os elementos presentes em Crepúsculo, como a má atuação, o péssimo roteiro e o ar apelativo, aqui, foram apagados. Restam a história bem amarrada, bons atores e direção que não deixa a desejar.

A Hospedeira, dirigido por Andrew Niccol (O Preço do Amanhã e O Show de Truman), tem uma história parecida com várias outras: uma espécie desconhecida atacando a população humana e os sobreviventes tendo que se esconder. O que torna siferente é a abordagem. Melanie e Jamie Stryder  precisam fugir da ameaça alienígena que transforma corpos em hospedeiros. Encurralados, Melanie decide se sacrificar para salvar o irmão Jamie, pulando de uma janela. Por sorte, ela sobrevive, após ser ministrada com remédios poderosos, e uma memória é implantada na mente dela. A missão dada a Wanda (ou Peregrina, na versão brasileira), que utiliza o corpo de Melanie, é descobrir onde o resto dos humanos podem ser encontrados.



O interessante fica por conta da discussão constante de Wanda com o que restou da consciência de Melanie. A primeira se mostra centrada, refletindo a sociedade que agora impera no mundo, uma sociedade beirando a perfeição. Nota-se a diferença no comportamento, nas roupas que ela veste e no modo como tenta agradar a Buscadora.



A maquiagem do filme, principalmente na cena em que a  protagonista percorre um deserto, convence bem. Outro diferencial: os filtros azuis e amarelos, para diferenciar o ambiente de dominação e o ambiente dos sobreviventes.

Saoirse Ronan (Melanie/Wanda) cresceu. Se vocês não lembram, ela fez um papel marcante em Um Olhar do Paraíso, mas ainda tinha feições de adolescente. Não apenas em aparência, ela também cresceu em atuação. E isso faz com que ela não seja engolida pela experiência dos veteranos, como Diane Kruger, que faz a Buscadora e está brilhante ao reproduzir uma mente paranoica e controladora. Pontos também para William Hurt, no papel do protetor tio de Mel, e Jake Abel, como par romântico de Wanda.

Curiosidade: Apesar de não ser o primeiro filme de Max Irons, que interpreta Jared Howe, a expectativa excede a atuação. Ele é filho de Jeremy Irons, um dos atores britânicos mais conceituados e ganhador de diversos prêmios. Creio que ele entrega bem o papel, porém não se destaca. Se algum dia quiser ser comparado ao pai, precisa se esforçar um pouco mais.






Conclusão da Apiceira: O que você está esperando para comprar seu ingresso e assistir?

Ficha técnica: 
Nome do filme: A Hospedeira
Nome original: The Host
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol (Roteiro) e Stephenie Meyer (livro)
Elenco: Saoirse Ronan, Diane Kruger, Max Irons, Jake Abel, William Hurt, Chandler Canterbury.
Classificação: 12 anos



Texto: Lisy Muncinelli

quinta-feira, 4 de abril de 2013

OS 10 ESPORTES MAIS ESTRANHOS DO MUNDO

10 - Campeonato Mundial de Pedra, papel e tesoura

Em décimo lugar um jogo bastante conhecido, muito popular entre as crianças e que poucos sabem que é sim um esporte com federação, a World Rock Paper Scissors Society, e com um campeonato mundial. Pedra-papel-tesoura ou jokenpô, como também é conhecido, tem sua origem no Japão e conta com um torneio mundial anual, que ocorre em Toronto (Canadá), e é televisionado pela FOX SPORTS nos Estados Unidos com uma premiação muito alta. Agora pense na próxima vez que disserem que você não pratica esportes e só bebe. Diga a essa pessoa que você joga jokenpô, um esporte muito respeitado!
                               

9 - Mergulho na lama

Não, você não leu errado o nome do esporte, é isso mesmo, os participantes mergulham numa vala (valeta) e nadam, sem as técnicas convencionais de natação, o mais rápido possível. Os competidores utilizam equipamentos de mergulho como pé de pato, óculos entre outros. Há um campeonato mundial realizado no Reino Unido, mais especificamente no País de Gales. Fico imaginando: deve ser fácil entrar na vala, mas... e sair? Parece até areia movediça.
                                

8 - Passada de ferro extrema

O que posso dizer da nossa oitava posição?  
Imagina a cena, o marido chega em casa e a mulher olha pra ele e diz:
- Querido, está ficando entediada,  fico o dia todo em casa não faço nada além de passar roupas.
E o marido:
- Tenho uma ideia, o que acha de irmos ao topo de uma montanha pra você passar roupa?

Sério, só pode ter acontecido isso pra existir um esporte desse (me desculpem meninas, não pude controlar). Realmente é difícil de pensar, porque passar roupas não é uma tarefa fácil e nem legal de fazer. Na verdade é muito chata. Talvez o criador desse esporte pensou em tentar deixar essa tarefa mais alegre e teve essa ideia “brilhante” de misturar esportes radicais com ferro de passar roupas.

O esporte surgiu em 1997, na Inglaterra. No que consiste? Passar roupas nos locais mais malucos possíveis, como por exemplo uma caverna, no fundo do mar, andando de bicicleta. Passar roupas é muito monótono e cansativo, mas assim talvez fique mais emocionante.

                  
                   
7 - Pólo com elefantes

Esse curioso esporte que envolve o pólo e elefantes é muito praticado pelo mundo, principalmente na Tailândia. Como funciona os esporte? As regras são as mesmas do pólo convencional, mas ao invés de cavalos são utilizados elefantes. Surgiu por volta do século XX por ingleses que viviam na Índia. Hoje há um campeonato mundial disputado na Tailândia e a renda obtida com patrocínio e público é voltada à proteção dos elefantes. Outro esporte parecido é o Pólo com cabras.

                               

6 - Carregamento de esposas

É um esporte que consiste em carregar a esposa por um pouco mais de 250 metros, com obstáculos, e chegar no menor tempo possível ao final da prova. O esporte surgiu na Finlândia e o campeonato mundial começou a ser realizado em 1997. Os atuais campeões são Taisto Miettinen e Kristiina Haapanen. O casal ganhou seu tetracampeonato em 2012. O prêmio é dado de acordo com a massa corporal da mulher, só que em litros de cerveja. Animaram?

                                   
5 - Homem contra cavalo

Abrindo o Top 5, temos um esporte muito desigual. Uma maratona de um homem contra um homem montado num cavalo. A competição ocorre no País de Gales e o percurso é de aproximadamente 14 km, com inclinações íngremes e vários obstáculos. A premiação é muito boa para o vencedor, mas vencer de um cavalo não deve ser nada fácil.
                                                 


4 - Hóquei subaquático

É uma mistura de hóquei e natação. Um jogo coletivo como outro qualquer, com federação internacional, regras como dimensões oficias, equipamentos oficiais, número de atletas e reservas. Surgiu na Inglaterra por volta de 1954 e hoje é jogado em vários países da Europa. Realmente, se não fosse tão estranho, poderia até aparecer nas próximas olimpíadas. Menção honrosa para o rugby subaquático.
                                      

3 - Luta livre com óleo

Com a medalha de bronze do Ápice, uma luta de origem turca. Muita parecida com a luta olímpica, ela conta com dois lutadores besuntados em óleo, com uma calça de couro chamada kisbet. O objetivo do jogo é erguer o oponente pelo kibet e deixá-lo de ponta-cabeça durante alguns segundos. Nas regras pode colocar as mãos dentro da calça, mas não pode apertar os testículos, regra que parece ser muito justa. O torneio acontece durante o ano inteiro, mas no início do verão os lutadores se reúnem e fazem o campeonato anual.
                             

2 - Perseguição de queijo

O que dizer do nosso vice-campeão? Um esporte que, além de ser bizarro, causa fraturas em basicamente todos os competidores. Esse esporte de origem britânica atrai participantes do mundo todo. O jogo consiste em tentar alcançar o queijo o mais rápido possível, o queijo é jogado de uma montanha e os competidores precisam correr atrás dele. Quem chegar primeiro até o queijo, ganha. Ossos quebrados é o que mais tem, um prato cheio para as vídeo-cacetadas. O vencedor leva o queijo pra casa.
                                                

1 - Boxe-xadrez

Em primeiríssimo lugar, um esporte que une raciocínio e força física. Boxe-xadrez mistura dois jogos totalmente diferentes. Há uma organização que toma conta do esporte e campeonatos mundiais desde 2003, mesmo ano da primeira luta oficial. As regras consistem em quatro minutos de xadrez e três de boxe, com um minuto de descanso entre eles. São, ao total, onze assaltos, sendo seis no tabuleiro e cinco no ringue. O vencedor será o lutador-enxadrista que nocautear o adversário ou que der um xeque-mate. No mundo, existem 75 lutadores praticantes desse esporte inscritos na associação. Merece o primeiro lugar, não é mesmo?
               

Lista por: Alex Prado