segunda-feira, 11 de março de 2013

OZ - MÁGICO E PODEROSO - CRÍTICA


“Toto, i’ve got a feeling we’re not in Kansas anymore”.

Começo meu texto com uma afirmativa: Se você é fã da história de Dorothy e seus amigos, que procuram o mágico para realizar seus desejos, esqueça tudo isso. Essa adaptação é como um início para a história dela. Mesmo assim, o filme vale a pena. Não por ser uma grande produção, mas pela história. Um filme infantil com valores que fogem um pouco das histórias da Disney.

Roteiro:
A história começa no Kansas, no início do século XX, onde Oz (James Franco) é apenas um mágico de circo. Um acidente de balão leva nosso personagem ao Mundo Mágico de Oz onde conhece a primeira bruxa, Theodora (Mila Kunis, linda como sempre). A garota conta sobre a profecia em que um mágico viria dos céus para salvar o povo.



A grande jogada do roteiro é como as bruxas manipulam as pessoas e o próprio mágico. O modo como a história se desenrola é muito interessante. Porém, o ponto máximo do filme é realmente o final. Sem spoilers, é claro. É certo dizer que o filme não possui muita ação, o que pode se tornar cansativo com o tempo, mas a estratégia utilizada por Oz e a Bruxa Boa, Glinda (Michelle Williams) realmente faz o filme valer a pena. Vale lembrar também que o publico alvo do filme são crianças. Logo, é impossível fazer um filme realmente profundo, em vários sentidos.

As Bruxas (Figurinos e Considerações):
Os vestidos das bruxas entregam os papéis logo no começo. Theodora usa um chapéu vermelho, camisa branca com um casaco vermelho e calça preta de cintura alta. A bruxa carrega ambos amor e violência consigo, porém, o amor sempre prevaleceu na sua vida.



Eleonora (Rachel Weisz), a verdadeira bruxa má, quando se vê traída pelo mágico, faz seu lado violento prevalecer. Ao entrar em cena, manda Oz atrás da "bruxa má" (que, na verdade, é a bruxa boa), para que ele quebre sua varinha e, assim, salve o povo. Até aí tudo bem, se ela não estivesse vestida de preto com detalhes de ‘morte’ nos ombros. Glinda (Michelle Williams) já aparece de branco e, por ser a ultima a aparecer, já da a entender para que está na história. Mesmo assim, o figurino parece muito clichê, sem maiores detalhes, principalmente no mágico, que usa sempre a mesma roupa e o mesmo chapéu.

Cenários:Fracos. Não, fraquíssimos. Não, pior. Calma! Não existem palavras que definam. Um filme que tem sua história inteira passada em um lugar ‘mágico’ não poderia deixar a desejar nos cenários. Porém, esses cenários, quando grandes, se mostram desenhos sem muito realismo e, quando pequenos, não possuem detalhes. Com certeza um dos pontos fracos do filme. Ou melhor, fraquíssimos. Não, pior!




3D:
Adoro comentar os filmes 3D. Em sua maioria, os filmes com essa ‘tecnologia’ não são feitos assim. Ou seja, não são filmados com as câmeras necessárias. São filmados normalmente e recebem os efeitos na edição final, deixando vários resultados ridículos. Porém, para meu desgosto, o 3D aqui é...interessante. Não vou dizer que é incrível, longe disso, mas perto de tudo que está nos cinemas, ele tem um papel interessante. Fugindo do clássico 3D em que vemos as flechas vindo em nossa direção ou apenas água sendo jogada (tudo isso está presente), Oz, Mágico e Poderoso mostra cenas em que é possível perceber o cenário ao fundo com os atores sobrepostos. Se vale a pena assistir em 3D? Eu acredito que não.

Considerações finais:
Bom, apesar de tudo o filme é legal. Nada mais que isso. Leve as crianças para assistir e você terá um bom programa em família. Se você pensa em assistir porque quando era pequeno gostava da história original.... Bom, vale a pena também. É interessante conhecer esse outro lado da história.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Oz - Mágico e Poderoso
Nome original: Oz - The Great and Powerful
Direção: Sam Raimi (de Xena, Hércules e Homem-Aranha 3)
Roteiro: Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff. 
Classificação: 12 anos

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