Mostrando postagens com marcador CRÍTICAS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de maio de 2013

HOMEM DE FERRO 3 - CRÍTICA

Talvez o filme de super herói mais esperado do ano (ao lado de Superman: Man of Steel), Homem de Ferro 3 ficou abaixo do esperado. Mesmo assim, é sempre bom ver Tony Stark e o Coronel Rhodes sentando o braço em alguns vilões.



Atores

Robert Downey Jr. (Tony Stark) é um excelente ator e não existem duvidas de que ele seja o Tony Stark que Stan Lee pensou quando criou o personagem. Fora das telas, em eventos e cerimônias, o ator adquiriu a personalidade de Stark. Mesmo assim, sua apresentação nesse filme está apenas média. Gwyneth Paltrow assumiu muito bem o papel de Pepper, desde o primeiro filme. O problema, em Homem de Ferro 3, foi o roteiro. O papel que Pepper tem é muito maior que a personagem em si, o que prejudicou a atriz.



Dos atores de primeiro escalão, Guy Pearce foi o melhor. Vilão manipulador, Aldrich Killian se torna um personagem muito interessante, mesmo que o roteiro tenha falhado em fazê-lo.









Roteiro

Começar o filme contando um evento do passado é uma prova de que a trilogia do Homem de Ferro não foi bem planejada como a de Batman. Por exemplo, no primeiro filme a Liga das Sombras é apresentada e, no ultimo, é trazida novamente com Bane. Mesmo assim, o roteiro peca por si só, não apenas no planejamento. A ideia de mudar o nome de “War Machine” do Coronel Rhodes para “Iron Patriot” no meio do filme, sem que isso mude alguma coisa no contexto também atrapalha um pouco o entendimento. Mas esse é só o primeiro - e menor - erro entre os personagens.

Mandarin, nos quadrinhos, ganha seu poder após adquirir 10 anéis adaptados de uma tecnologia alienígena, proveniente de uma nave. Logo de inicio, o filme dá a entender que se passa após a união dos Vingadores, na qual podemos afirmar que houve espaço para que Mandarin conseguisse seus poderes (os 10 anéis). Mesmo assim, o roteiro não explorou essa incrível deixa e, além de tudo, ainda estraga esse personagem incrível. Fazer dele um simples subordinado é uma incrível falta de respeito com o personagem.



O que vale a pena

Do ponto de vista de cinema, o filme realmente não é bom. Filmes de heróis devem ser antes de tudo fiéis aos fãs dos quadrinhos, e o que se fez com Mandarin não deve ser perdoado tão cedo. Mesmo assim, pra quem gosta do Homem de Ferro, o filme vale a pena. As cenas de pancadaria no fim são realmente legais, os efeitos são bons. O 3D, por incrível que pareça, vale a pena. Tony Stark aparece muito mais que o próprio Homem de Ferro e isso foi outro ponto forte. A personalidade da personagem é o que faz do filme - e do herói - uma grande produção. Não é tão bom quanto os dois primeiros, mas com certeza é melhor que muito filme de herói por aí.

Curiosidade

Stan Lee, criador de Homem de Ferro, costuma fazer uma pequena ponta em todos os filmes de seus heróis. Em Homem de Ferro 3 não foi diferente. Ele aparece como jurado em um concurso de beleza.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Homem de Ferro 3
Nome original: Iron Man 3 
Direção: Shane Black
Roteiro: Drew Pearce e Shane Black
Elenco: Robert Downey Jr, Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Guy Pearce, Ben Kingsley 
Classificação: 12 anos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

INVASÃO À CASA BRANCA - CRÍTICA

O filme Invasão à Casa Branca, que está nos cinemas atualmente, trás como ponto alto a destruição do prédio histórico governamental. O tema trabalhado é interessante, porém, deixa alguns aspectos invisíveis.



O personagem principal, Mike Banning, é vivido por Gerard Butler. O ator deu início a sua carreira com o filme “Drácula” (2000) e chegou  a fazer filmes de romance como o famoso “P.S Eu te amo”. Agora, ele mostra todo seu potencial para viver o protagonista, um ex-chefe do serviço secreto dos EUA que teve seu emprego perdido e seu psicológico afetado após deixar que a mulher do presidente dos Estados Unidos morresse em um acidente de carro na noite de Natal.



Passados 18 meses da demissão, já em uma vida comum e trabalhando em um escritório próximo a Casa Branca (o que começa a demonstrar falhas de roteiro em fazer uma história mais realista), Mike Banning se depara com o que viria a ser o princípio de uma invasão norte-coreana em território americano. Ele, então, se desloca para lá a fim de ajudar os militares de seu país. Incrivelmente, ele foi o único sobrevivente e ainda conseguiu se infiltrar no prédio a tempo. Após a invasão, o presidente (Aaron Eckhart) e os demais funcionários de grande função são transformados em reféns.

A mídia curiosamente sabia tudo o que estava acontecendo dentro da Casa Branca, apesar dos personagens em momento algum terem contato com alguém de fora. Foram necessários somente 13 minutos e a Casa Branca estava destruída. Isso  aponta a incompetência do serviço militar dos Estados Unidos, enquanto somente um agente (na verdade, ex-agente) fica responsável pela segurança do país e do presidente.



Atente para o fato de que todas as senhas que ele tentou ativar são idênticas as que usou a um ano e meio atrás, quando ainda era agente, nenhum foi alterada. Será essa a segurança imposta no prédio mais vigiado dos EUA?

Diferente das críticas que li quando o filme estava somente nas bilheterias dos EUA, não o vi com caráter patriota. Porém, as cenas que mostram a bandeira americana e discursos de fidelidade à pátria deixam minha conclusão confusa. Considerei também o fato do filme retratar uma invasão dos terroristas da Coréia do Norte, bem agora, que atualmente há uma grande tensão política e nuclear entre os EUA e a Coréia. Seria esta uma hashtag #ficadica aos norte-coreanos?


Conclusão da apiceira: Se assim como eu, você tem fascínio por tudo que envolva ações governamentais e conflitos nos EUA, vale a pena assistir. O longa-metragem também não deixa faltar cenas de ação. O que de certa maneira já era esperado quando o diretor é Antoine Fuqua, de Dia de Treinamento e Lágrimas do Sol.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Invasão à Casa Branca
Nome original: Olympus Has Fallen 
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Creighton Rothenberger e Katrin Benedikt
Elenco: Gerard Butler, Aaron Eckhart, Rick Yune, Morgan Freeman
Classificação: 16 anos



Texto: Fernanda Bertonha


segunda-feira, 8 de abril de 2013

A HOSPEDEIRA - CRÍTICA

Eu vou explicar a razão de só ter ido assistir este filme agora, uma semana depois da estreia. Ele foi baseado em um livro escrito pela Stephenie Meyer, a mesma escritora da saga Crepúsculo. É isso que fez dele ser um filme tão esperado, afinal, como ela se sairia depois de terminar uma história tão famosa? Como não gostei de Crepúsculo, fiquei com certo receio de assistir e perceber que tinha perdido duas horas da minha vida.

Fiquei muito feliz de ter errado o meu pré-julgamento! Sem dúvidas, foi um dos melhores que assisti este ano. Todos os elementos presentes em Crepúsculo, como a má atuação, o péssimo roteiro e o ar apelativo, aqui, foram apagados. Restam a história bem amarrada, bons atores e direção que não deixa a desejar.

A Hospedeira, dirigido por Andrew Niccol (O Preço do Amanhã e O Show de Truman), tem uma história parecida com várias outras: uma espécie desconhecida atacando a população humana e os sobreviventes tendo que se esconder. O que torna siferente é a abordagem. Melanie e Jamie Stryder  precisam fugir da ameaça alienígena que transforma corpos em hospedeiros. Encurralados, Melanie decide se sacrificar para salvar o irmão Jamie, pulando de uma janela. Por sorte, ela sobrevive, após ser ministrada com remédios poderosos, e uma memória é implantada na mente dela. A missão dada a Wanda (ou Peregrina, na versão brasileira), que utiliza o corpo de Melanie, é descobrir onde o resto dos humanos podem ser encontrados.



O interessante fica por conta da discussão constante de Wanda com o que restou da consciência de Melanie. A primeira se mostra centrada, refletindo a sociedade que agora impera no mundo, uma sociedade beirando a perfeição. Nota-se a diferença no comportamento, nas roupas que ela veste e no modo como tenta agradar a Buscadora.



A maquiagem do filme, principalmente na cena em que a  protagonista percorre um deserto, convence bem. Outro diferencial: os filtros azuis e amarelos, para diferenciar o ambiente de dominação e o ambiente dos sobreviventes.

Saoirse Ronan (Melanie/Wanda) cresceu. Se vocês não lembram, ela fez um papel marcante em Um Olhar do Paraíso, mas ainda tinha feições de adolescente. Não apenas em aparência, ela também cresceu em atuação. E isso faz com que ela não seja engolida pela experiência dos veteranos, como Diane Kruger, que faz a Buscadora e está brilhante ao reproduzir uma mente paranoica e controladora. Pontos também para William Hurt, no papel do protetor tio de Mel, e Jake Abel, como par romântico de Wanda.

Curiosidade: Apesar de não ser o primeiro filme de Max Irons, que interpreta Jared Howe, a expectativa excede a atuação. Ele é filho de Jeremy Irons, um dos atores britânicos mais conceituados e ganhador de diversos prêmios. Creio que ele entrega bem o papel, porém não se destaca. Se algum dia quiser ser comparado ao pai, precisa se esforçar um pouco mais.






Conclusão da Apiceira: O que você está esperando para comprar seu ingresso e assistir?

Ficha técnica: 
Nome do filme: A Hospedeira
Nome original: The Host
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol (Roteiro) e Stephenie Meyer (livro)
Elenco: Saoirse Ronan, Diane Kruger, Max Irons, Jake Abel, William Hurt, Chandler Canterbury.
Classificação: 12 anos



Texto: Lisy Muncinelli

sábado, 30 de março de 2013

G.I. JOE: RETALIAÇÃO - CRÍTICA

O que o Snake Eyes diria desse filme? Nada, ele não fala porque fez um voto de silêncio.  Piadas toscas a parte, vamos ao que importa! Estreou nesta sexta-feira (29) a continuação da adaptação dos bonecos de ação da Hasbro para o cinema, G.I. Joe: Retaliação (G.I.Joe 2: Retaliation, na versão original).



O segundo filme tem uma trama melhor arquitetada, embora o roteiro se torne mais cansativo e clichê. Na sequência, Zartan, disfarçado de presidente (branco) dos EUA, junto com o comandante Cobra elabora um plano para desativar todas as ogivas nucleares da Terra, não porque eles são legais, mas porque tinham uma arma mais poderosa para dominar o mundo (clichê? Nem um pouco!). O único que poderia impedir seu “maléfico plano” seria o esquadrão especial, conhecido como joes. Os vilões logo tratam de eliminar (isso mesmo, eliminar) todos os joes. Seria o fim de tudo se não houvesse sobreviventes. Fica por conta do trio Readblock (Dwayne Johnson) Flint (Dj Cotrona) e Lady Jane (Adrienne Palicki) a vingança e a esperança de salvar o mundo. Você deve estar se perguntando quem são esses três, sim, eles não estavam no primeiro filme e roubaram a cena no segundo.



 A troca de personagens sem dúvida não agrada aos fãs, uma vez que toda a equipe do primeiro longa é substituída sem nem mesmo uma explicação. O único que dá as caras, mesmo que seja para morrer (desculpe pelo spoiller) é o protagonista do filme anterior Duke (Channing Tatum), uma morte, que desmerece o personagem. O que salva o filme, sem dúvida, são os ninjas (Snake Eyes e Storm Shadow), tanto pela história quanto pelas sequências de ação, que merecem total foco, uma vez que são as mais empolgantes.


O efeito do 3D também deixa muito a desejar, embora isso fosse esperado, já que o filme programado para estrear em 2012 foi adiado para esse ano, com o objetivo da adaptação da nova tecnologia, contudo a conversão fornece poucas cenas com o efeito 3D. Uma dica? Economize na compra do ingresso optando pelo 2D. Pontos positivos para o cenário e para os efeitos especiais, e claro, não posso me esquecer, da participação especial do Bruce Willis (Coronel Joe) que parece ter sido colocado no filme para fazer os fãs esquecerem que o elenco do primeiro filme sumiu.

Análise final: Gostei mais do primeiro, mas ignorando a troca de personagens G.I.Joe: Retaliação é uma ótima produção.

Ficha técnica
Nome do filme: G.I. Joe: Retaliação
Nome original: G.I.Joe 2: Retaliation
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco: Bruce Willis, Channing Tatum, Dwayne Johnson
Classificação: 12 anos



[Texo: Pedro Almeida; revisão: Mônica Seolim]

segunda-feira, 11 de março de 2013

OZ - MÁGICO E PODEROSO - CRÍTICA


“Toto, i’ve got a feeling we’re not in Kansas anymore”.

Começo meu texto com uma afirmativa: Se você é fã da história de Dorothy e seus amigos, que procuram o mágico para realizar seus desejos, esqueça tudo isso. Essa adaptação é como um início para a história dela. Mesmo assim, o filme vale a pena. Não por ser uma grande produção, mas pela história. Um filme infantil com valores que fogem um pouco das histórias da Disney.

Roteiro:
A história começa no Kansas, no início do século XX, onde Oz (James Franco) é apenas um mágico de circo. Um acidente de balão leva nosso personagem ao Mundo Mágico de Oz onde conhece a primeira bruxa, Theodora (Mila Kunis, linda como sempre). A garota conta sobre a profecia em que um mágico viria dos céus para salvar o povo.



A grande jogada do roteiro é como as bruxas manipulam as pessoas e o próprio mágico. O modo como a história se desenrola é muito interessante. Porém, o ponto máximo do filme é realmente o final. Sem spoilers, é claro. É certo dizer que o filme não possui muita ação, o que pode se tornar cansativo com o tempo, mas a estratégia utilizada por Oz e a Bruxa Boa, Glinda (Michelle Williams) realmente faz o filme valer a pena. Vale lembrar também que o publico alvo do filme são crianças. Logo, é impossível fazer um filme realmente profundo, em vários sentidos.

As Bruxas (Figurinos e Considerações):
Os vestidos das bruxas entregam os papéis logo no começo. Theodora usa um chapéu vermelho, camisa branca com um casaco vermelho e calça preta de cintura alta. A bruxa carrega ambos amor e violência consigo, porém, o amor sempre prevaleceu na sua vida.



Eleonora (Rachel Weisz), a verdadeira bruxa má, quando se vê traída pelo mágico, faz seu lado violento prevalecer. Ao entrar em cena, manda Oz atrás da "bruxa má" (que, na verdade, é a bruxa boa), para que ele quebre sua varinha e, assim, salve o povo. Até aí tudo bem, se ela não estivesse vestida de preto com detalhes de ‘morte’ nos ombros. Glinda (Michelle Williams) já aparece de branco e, por ser a ultima a aparecer, já da a entender para que está na história. Mesmo assim, o figurino parece muito clichê, sem maiores detalhes, principalmente no mágico, que usa sempre a mesma roupa e o mesmo chapéu.

Cenários:Fracos. Não, fraquíssimos. Não, pior. Calma! Não existem palavras que definam. Um filme que tem sua história inteira passada em um lugar ‘mágico’ não poderia deixar a desejar nos cenários. Porém, esses cenários, quando grandes, se mostram desenhos sem muito realismo e, quando pequenos, não possuem detalhes. Com certeza um dos pontos fracos do filme. Ou melhor, fraquíssimos. Não, pior!




3D:
Adoro comentar os filmes 3D. Em sua maioria, os filmes com essa ‘tecnologia’ não são feitos assim. Ou seja, não são filmados com as câmeras necessárias. São filmados normalmente e recebem os efeitos na edição final, deixando vários resultados ridículos. Porém, para meu desgosto, o 3D aqui é...interessante. Não vou dizer que é incrível, longe disso, mas perto de tudo que está nos cinemas, ele tem um papel interessante. Fugindo do clássico 3D em que vemos as flechas vindo em nossa direção ou apenas água sendo jogada (tudo isso está presente), Oz, Mágico e Poderoso mostra cenas em que é possível perceber o cenário ao fundo com os atores sobrepostos. Se vale a pena assistir em 3D? Eu acredito que não.

Considerações finais:
Bom, apesar de tudo o filme é legal. Nada mais que isso. Leve as crianças para assistir e você terá um bom programa em família. Se você pensa em assistir porque quando era pequeno gostava da história original.... Bom, vale a pena também. É interessante conhecer esse outro lado da história.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Oz - Mágico e Poderoso
Nome original: Oz - The Great and Powerful
Direção: Sam Raimi (de Xena, Hércules e Homem-Aranha 3)
Roteiro: Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff. 
Classificação: 12 anos

sábado, 2 de março de 2013

DEZESSEIS LUAS - CRÍTICA

Beautiful Creatures, ou Dezesseis Luas, que chegou aos cinemas nesta última sexta (1 de março), está sendo considerado o sucessor de Crepúsculo. Por ter temática de fantasia, em que saem os vampiros e lobisomens e entram os chamados "Conjuradores*", talvez seja a única semelhança com o queridinho dos adolescentes. A história é um pouco clichê: tem uma típica escola americana, com garotas populares mimadas, o rapaz atlético, a menina estranha pela qual o rapaz atlético, por alguma razão, se apaixona e um motivo pelo qual eles não podem ficar juntos. 


















Ele não é bonito para ser chamado de galã de cinema. Ela também não tem aquela beleza de parar o trânsito. Mas eles fazem um bom casal. Nada de muito especial, porém. Lena Duchannes (a novata Alice Englert) é aquela típica adolescente ingênua que está descobrindo, aos poucos, do que se trata a vida. Ao mesmo tempo, odeia o preconceito das pessoas da cidade em que passa a viver. O namorado, Ethan Wate (outro novato, Alden Ehrenreich) é a cópia exata daqueles caras que se acham engraçados, mas só pagam mico. O diferencial está justamente no fato de não serem um típico casal de filme - lindos, engraçados, carismáticos.



Os trunfos do filme, com certeza, são os coadjuvantes Jeremy Irons (como Macon Ravenwood, tio da protagonista), Viola Davis (uma espécie de tutora de Ethan) e Emma Thompson (Mrs. Lincoln, uma mulher bastante religiosa). Eles, muitas vezes, roubam a cena e seguram o filme para não se tornar uma completa tragédia.



E agora? Será que pega essa nova moda de "Conjuradores"?

Ficha técnica: 
Nome do filme: Dezesseis Luas
Nome original: Beautiful Creatures
Direção: Richard LaGravenese (de Ps. Eu Te Amo e Água para Elefantes)
Roteiro: Richard LaGravenese (roteiro), Kami Garcia e Margaret Stohl (livro)
Elenco: Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emma Thompson e Emmy Rossum
Classificação: 12 anos




*Conjuradores: espécie de feiticeiros que, ao fazer 16 anos, são escolhidos ou pelas trevas ou pela luz. Os escolhidos pelas trevas são, automaticamente, excluídos da família.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

VENCEDORES OSCAR 2013

A cerimônia do Oscar, que ocorreu na noite de domingo (24 de fevereiro), começou alguns minutos atrasada. Mas isso foi compensado por Seth MacFarlane e seu famoso jeito de fazer humor. Criador da série Family Guy e roteirista de Ted, provocou a todos. Principalmente na hora que canta "We Saw Your Boobs" e listou grande parte das mulheres ali presentes. 


Esta edição foi marcada pelos números musicais, com apresentações de Charlize Theron e Channing Tatum, Daniel Radcliffe e Joseph Gordon-Levitt. Especiais de filmes foram homenageados: Chicago com All That Jazz, cantado por Catherine Zeta-Jones; Dreamgirl com And I'm Telling You I'm Not Going, por Jennifer Hudson; Os Miseráveis com uma mistura de Sudenly e I Dreamed a Dream, interpretado pelo elenco, entre eles Hugh Jackman, Anne Hathaway e Amanda Seyfried.

Os vencedores das principais categorias foram:

> Melhor Filme Estrangeiro: Amor (de Michael Haneke) 



> Melhor Roteiro Original: Django Livre (de Tarantino) 



> Melhor Roteiro Adaptado: Argo (de Chris Terrio) 



> Melhor Diretor: Ang Lee (por As Aventuras de Pi) 



> Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (por Django Livre)



> Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (por Os Miseráveis)



> Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (por Lincoln)



> Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (por O Lado Bom da Vida)



> Melhor Filme: Argo (de Ben Affleck) 



domingo, 24 de fevereiro de 2013

PLANTÃO PRÉ-OSCAR 2013 #8

 Melhor Filme

Talvez o prêmio mais esperado da noite. Entre os indicados, alguns filmes de grandes diretores de Hollywood, como Django Livre (de Quentin Tarantino) e Lincoln (de Steven Spielberg). Os Miseráveis, adaptação de um musical escrito em 1862, surpreendeu muitos. Porém, geralmente, os musicais não são levados a sério pela Academia. A relação ainda inclui Argo, As Aventuras de Pi, O Lado Bom da Vida, Indomável Sonhadora, Amor e A Hora Mais Escura.

-Aposta do apiceiro: Apesar de grandes filmes estarem na disputa esse ano, eu acredito que o prêmio será entregue ao filme Lincoln. Todos sabem que americanos são patriotas. Quando falamos de um filme sobre um dos presidentes mais populares do país e sendo dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg, não dá para apostar em outra coisa. 

Melhor Diretor

Todos os diretores indicados tem seus filmes concorrendo na categoria de Melhor Filme. E não é a toa. Ang Lee, diretor de “As Aventuras de Pi”, inovou em vários aspectos, criando um conceito diferente dos outros indicados. Com um roteiro de história de amor diferente das demais e, como carta na manga, uma dupla de atores incríveis (Emmanuele Riva e Jean-Louis Trintignant), o diretor Michel Haneke trata amor, morte e dignidade com uma sutileza impecável. Benh Zeitlin, um diretor novo, concorre com seu primeiro e adorável longa, Indomável Sonhadora. Concorrendo com O Lado Bom da Vida, David O. Russel pode se sentir sortudo pela indicação, uma vez que seu filme é uma comédia romântica. E como poderia deixar de falar do veterano Steven Spielberg? Sua obra, Lincoln, é favorita na categoria Melhor Filme. 


-Aposta do apiceiro: Por mais que estejam concorrendo diretores incríveis, o prêmio deve ficar com Steven Spielberg. Renomado diretor que há alguns anos não vence um Oscar (Melhor diretor com “O Resgate Do Soldado Ryan” em 1998) e, novamente, levando em conta que seu filme é sobre um dos presidentes com maior carisma nos EUA, provável que ele fique com essa estatueta também.

PLANTÃO PRÉ-OSCAR 2013 #7

Melhor Maquiagem

Apenas 3 indicados. Muitos pensam que, por esse motivo, seja fácil indicar o vencedor. Eles são fortes, muito fortes, na competição. A maquiagem de Hitchcock está incrível. Por vezes, ao assistir o filme, o espectador realmente se convence de que está vendo o cineasta londrino ao invés do ator Anthony Hopkins. Filmes de época geralmente aparecem aqui, algumas vezes mais pela época em que se passam do que por merecer. Os Miseráveis faz jus á indicação. Por fim, O Hobbit, primeiro filme da trilogia que antecede o excepcional Senhor dos Anéis.


-Aposta do apiceiro: Quem assistiu ao filme sabe que a história não seria nada sem os anões. E anões bem feitos. Sou fã de Senhor dos Anéis, e talvez isso me faça achar O Hobbit melhor do que é, mas a maquiagem do filme está muito bem feita. Apesar de ser difícil pontuar o vencedor, a aposta permanece. 

Melhor Figurino

Sem se basear tanto nas vestimentas da época, Anna Karenina traz um figurino interessante. Na cena do baile, em que a personagem principal usa um vestido preto, as outras personagens usam vestidos claros, para mostrar que ela se opunha a sociedade. Em Os Miseráveis, a ideia é retratar as diferenças sociais francesas no século 19. Lincoln teve uma proposta um pouco diferente: ser fiel ao período histórico (1861-1865). Joanna Johnston fez estudos em cima de fotografias, pinturas e até objetos da época. Criado por Eiko Ishioka (vencedora do prêmio com “Drácula de Bram Stocker” em 1993, falecida ano passado com 73 anos), Espelho, Espelho Meu traz uma mistura de épocas. Já que o filme não se passa em uma época especifica, o figurino é uma mistura entre modelos contemporâneos e antigos. No filme estrelado por Kristen Stewart, Branca de Neve e o Caçador, a princesa dos contos de fada recebe uma leitura mais sombria e o figurino não deixa nem um pouco a desejar, misturando um tema sombrio com trajes de época e um mundo de  fantasia. Destaque pelos “looks” da Rainha.


-Aposta do apiceiro: Vejo todos com chances reais de vencer, porém é preciso escolher apenas um. Confesso que não sou o melhor entendedor de moda, mas acredito na vitória de Anna Karenina, por utilizar as cores para mostrar como a personagem principal era diferente das outras pessoas do seu próprio tempo. 

PLANTÃO PRÉ-OSCAR 2013 #6

 Melhor Longa Animado

As animações vem se tornando, a cada dia que passa, mais ‘adultas’. Se no começo as animações eram filmes para crianças, hoje os desenvolvedores cada vez pensam mais em histórias para adultos. Ou, no caso de Detona Ralph, nas crianças que cresceram. Cheio de referencias aos videogames, o filme da Disney é um prato cheio para qualquer amante dos consoles. Correndo por fora da disputa, Frankenweenie, Piratas Pirados e ParaNorman. Valente, vencedor do Globo de Ouro, é o favorito.

-Aposta do apiceiro: Para os que achavam que as animações eram apenas um conjunto de desenhos sequenciados, Valente vêm para quebrar essa ideia. Os desenvolvedores criaram um programa especial para dar os efeitos ‘rebeldes’ do cabelo da personagem principal. Por esse motivo, e por ser uma ‘princesa’ diferente das geralmente apresentadas pela Disney, a arqueira deve levar o prêmio.

Melhor Filme Estrangeiro

Infelizmente a Academia nos deixou de lado novamente. Há alguns anos que o Brasil produz filmes bons, mas ficam de fora da lista final. Nesse ano. “O Palhaço” dirigido e estrelado por Selton Mello foi a vitima. Mesmo assim, o continente Sul americano tem um forte candidato: o chileno No. Royal Affair é o indicado da Dinamarca, estrelado por Mads Mikkelson (007 – Cassino Royale). Canadá (War Witch) e Noruega (Kon Tiki) também tem indicados. O favorito é o austríaco Amor, do diretor (que também foi indicado ao Oscar) Michael Haneke.


-Aposta do apiceiro: A indicação de Michael Haneke ao Oscar de Melhor Diretor me faz crer que “Amor” já sai na frente como Melhor Filme Estrangeiro. Por conta disso, leva minha aposta.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PLANTÃO PRÉ-OSCAR 2013 #5


 Melhor Atriz

Aqui, em minha opinião, teremos uma disputa acirrada. Das cinco indicadas, 4 delas merecem muito o prêmio. Emmanuelle Riva, do alto de seus 85 anos, teve uma atuação incrível com “Amor”. Talvez com um dedo do diretor David O. Russel, Jennifer Lawrence conseguiu uma atuação digna de nomeação. Com “O Impossível”, Naomi Watts aparece em um papel muito intenso que, ao mesmo tempo, é delicado, mostrando a versatilidade da atriz. Com apenas cinco anos de carreira no cinema, Jessica Chastain recebe sua segunda indicação da Academia. Correndo por fora, a jovem atriz Quvenzhané Wallis ( apenas 9 anos) foi indicada por seu papel em “Indomável Sonhadora”.



-Aposta do apiceiro: Dita por muitos como favorita, Jessica Chastain não é minha aposta para essa edição. Mesmo com um papel incrivel, a atriz tem uma carreira curta ainda. Minha aposta fica com Jennifer Lawrence. Não é facil ser indicada ao Oscar com uma comédia romântica.


Melhor Atriz Coadjuvante

Se na categoria de melhor atriz a disputa é acirrada, aqui já não é tanto. Por mais que tenham várias atrizes boas na disputa, com trabalhos bons, como Sally Field ,"Lincoln", e Amy Adams, "O Mestre", a atriz Anne Hathaway foi memorável em “Os Miseráveis”. A lista fica completa com Helen Hunt, de "As Sessões" e Jacki Weaver, de "O Lado Bom da Vida". 


- Aposta do apiceiro: Anne Hathaway conseguiu, nesse ano, uma combinação que agrada muito à Academia: Um blockbuster ("Batman: The Dark Knight Rises") e um filme conceitual ("Os Miseráveis"). Não é de hoje que a atriz aparece com grandes atuações e vem chamando a atenção da Academia, esse ano deve ser dela.